A tentação da IA na geração do tem que ser curto se não ninguém lê/vê e do tem que ser animado para atrair os jovens!
Há momento para tudo! Sim, ninguém quer assistir um vídeo de 20 minutos enquanto desliza o dedo na tela e vem uma notícia a respeito de algo acontecendo no Brasil e no mundo, queremos um breve resumo para que ao nos deparamos com o assunto que mais tivermos interesse, neste nos aprofundaremos - Só que em alguns casos, algumas pessoas nem nestes! - É aí que mora o perigo.
Num blog ou jornal, vemos artigos curtos ou médios, o quais podemos nos inteirar mais quando ao conhecer o autor, podemos buscar suas páginas na internet, e encontrar artigos mais longos discorrendo sobre temas mais técnicos, como também livros pelo autor publicados e vídeos postados - Mas será que ainda procuro?
Na sala de aula, é interessante ter aulas lúdicas, como na catequese é ótima a presença de dinâmicas, pois tudo isso ajuda no processo de aprendizado e evangelização respectivamente, porém, não é só isso; estamos chegando num ponto em que quando se publica um artigo mais longo num blog que tem histórico de postagens curtas ou médias, mas aquele artigo específico trata de um tema mais complexo e precisa de uma análise mais profunda, uma parte do público mais imediatista acha que deveria ser resumido. Quando um youtuber publica um vídeo mais longo sobre um tema que não pode se resumir em apenas um minuto e meio, aparecem aqueles que dizem que preferem o outro canal, porque o outro rapaz faz vídeos rápidos onde todo mundo entende e gosta; no entanto, é preciso saber que há temas mais simples e outros mais profundos, algumas discussões podem ter respostas imediatas, mas há outras que exigem reflexão - Mas como falar em reflexão se exercícios são respondidos pelo ChatGPT e trabalhos elaborados por essa e outras inteligências artificiais?
É triste dizer, mas nosso povo muitas vezes está ficando preguiçoso, mais do que no advento da calculadora, onde até numa prova onde o professor de física e/ou de matemática autorizava seu uso, havia alunos que ''só pra garantir'', colocavam ''1+1'' pra ver ser daria ''2''. Na catequese também vemos esse efeito, com frases como: ''Com o jovem tem que ter dinâmica, se não não prestam atenção!''. Se não prestam, tem que passar a prestar, e vou me esforçar para me comunicar, usando uma linguagem que ele entenda, caso contrário, não está preparado para crismar e pronto! Tento me comunicar fazendo comparações com coisas da realidade, sendo às vezes até irônico e inclusive fazendo algumas brincadeiras quando oportuno, mas preciso evangelizar, assim como Nosso Senhor que ensinou a falar de ovelhas com pastores e de lançar as redes com pescadores, mas só dinâmica não dá. Tenho que comparar coisas como o ''Êxodo bíblico'' com o ''Êxodo rural'' que o jovem estuda na escola, tenho que comparar o que seria ''Corredentora'' com países que ''Co-sediam'' a copa, para saberem o porquê do termo virar alvo de uma orientação da Igreja para o seu não uso, pois o prefixo ''co-'' nesse caso, daria ideia de fazer o mesmo, assim como países que co-sediam a copa, isto é, todos eles têm jogos, fazem o mesmo trabalho, porém, aí vem a palavra ''colaborar'', como é o caso de países que ajudam mas que não terão jogos, por isso a Igreja prefere ''colaboradora'' a ''corredentora''. Tudo isso faz parte do processo de ensino nas escolas e de evangelização na Igreja. As dinâmicas vêm com o tempo para introduzir um tema ou revisar os conhecimentos. Após vários encontros sobre os livros bíblicos, que tal uma dinâmica onde faz-se uma fila e tem que cada um ir dizendo um livro atrás do outro em ordem, podendo pedir ajudas como o que é falado naquele livro e a abreviatura dele!? Uma adedanha/stop que traga temas como livros bíblicos, santos, personagens bíblicos, papas da Igreja, santa missa (valendo objetos litúrgicos, partes da celebração, pessoas que nela participam e atuam), movimentos, pastorais e devoções etc. Mas para que essas dinâmicas possam acontecer, há que se trabalhar esses temas antes.
Talvez a pessoa que acha que vai cativar jovens e adultos lendo, corra logo para a dinâmica, mas bastava corrigir o ler pelo falar e o como falar, além de ter propriedade para ensinar e/ou evangelizar. Ninguém presta a atenção em pessoas lendo, seja em homilia, catequese, sala de aula etc, por isso, ensinamos nossos alunos na escola a apresentarem trabalhos falando ao invés de lendo. É melhor falar o geral que ler cada detalhe. Às vezes basta usar exemplos da realidade atual, já não citando coisas do tempo da avó, mas da atualidade para que todos entendam, para que depois de ensinar, possa dinamizar.
Dinâmicas por si só não evangelizam, brincadeiras por si só não ensinam, elas podem ser o gatilho para a introdução a um tema ou uma revisão que conclui de forma prática outro, porém, só isso não adianta; mas vivemos na geração onde falta pouco a pessoa se matricular na faculdade e pedir resumo dos livros dos conteúdos que tem que estudar, pois o pensamento tecnicista faz a pessoa acreditar que basta mecanicamente aprender fazer uma coisa que dá dinheiro e todos os problemas estarão resolvidos.
Não escrevo este artigo para criticar a IA, tampouco para condenar resumos, cursos técnicos, dinâmicas etc, mas como comecei escrevendo, tudo tem sua hora e seu lugar, há momentos em que resumos são necessários e muito bem-vindos, há momentos em que as dinâmicas dão aquele sabor, há cursos técnicos excelentes e necessários, como há a maneira correta de usar a IA. Neste post, usei a IA para criar a imagem, mas foi a mentalidade humana que escreveu o artigo.
Quando lanço este artigo na IA ao final de escrevê-lo, apenas para que ela revise alguma coisa como se confundi alguma data quando cito um dado, se talvez troquei um nome de alguém citado, se talvez cometi um erro de ortografia ou digitação, a IA costuma reescrever o texto alegando que ele ficaria melhor ''com alguns ajustes de fluidez, gramática e redução de repetições''. A tentação nem sempre vem de forma visivelmente errada, mas transvestida de uma coisa aparentemente boa, como essa readequação do texto que ignoro e digo para a IA que não quero isso, quero manter meu texto fiel como escrevi e não um mero ''CTRL + C'', ''CTRL + V'' (Copiar e colar), como tantas propagandas que prometem escrever livro com IA, coisa que se depender de mim e escritores que realmente se esforçam para escrever, na prateleira ou nas plataformas digitais vão ficar.
O bom escritor sabe que há repetições necessárias que enfatizam pontos propositalmente, há erros intencionais para mostrar uma fala de um personagem usando linguagem informal. Fluidez não é mensagem pronta feita por assessor ou computador. É por isso que este artigo veio comunicar que ainda há quem escreva sem IA, é preciso botar a cabeça para funcionar, pois se não, daqui uns anos, o ditado ''Em terra de cego, quem tem um olho é rei'', vai virar ''Em terra de quem só faz com máquina, quem ainda pensa, ao restante comandará''.
E para arrematar:
*Dica para quem lê: Lanço um desafio para ver se você está melhor que a IA. Coloquei o texto anterior no ChatGPT e dessa vez nem precisei pedir para ele apenas verificar pequenos erros, mas manter o texto totalmente como escrevi, sem reescrever. E não é que só pela parte onde falo sobre isso, a IA já entendeu e não o modificou! Geralmente em textos anteriores eu tinha que pedir para ela não modificar, apenas corrigir pequenos detalhes gramaticais e ortográficos que às vezes mesmo com revisão passam batidos! Mas a pergunta que não quer calar: Como estão sua interpretação de texto e pensamento crítico? Faça um pequeno teste e descubra se precisa melhorar:
1 - Você é daquele que durante uma analogia apresentada, se o exemplo não for 100% eficaz, você entende realmente que analogia perfeita não existe e a menos que seja uma total falsa simetria, considera a comparação possível e não questiona: ''Ah, mas não pode comparar assim, porque isso é isso e aquilo é aquilo.''
2 - Quando alguém dá um dado geral, dizendo que as pessoas daquela dada região são mais altas que as pessoas de outra, você não vem com aquela de dizer: ''Ah, mas eu conheço um casal que ele é do lugar ondo você falou que são mais altos e ela do lugar que são mais baixos, e ela é bem maior do que ele - Ela é alta e ele baixinho''.
3 - Quando alguém diz que quer muito uma coisa e simplesmente comenta o quão bom é o fato daquela coisa estar associada com uma outra, você não solta aquela pérola: ''Então quer dizer que você só quer isso por causa daquilo?''
4 - Quando a pessoa questiona ideologias, pontos de debate, pensamentos etc, você não paga o mico de dizer: ''Então você é contra (ou: você odeia) as pessoas que vivem assim, que fazem isso, que pensam aquilo''.
5 - Quando um político apresenta vários projetos, a maioria muito bons, mas um deles é polêmico, você não zoa o amigo ou familiar que o apoia dizendo que ele vai votar no candidato daquela coisa (né!?), mas sim, considera todo o projeto de governo daquele candidato antes de criticá-lo, correto?
6 - Você não repete frases prontas sem ver todo o contexto, como ''Padre tal disse isso'', ''Político tal votou contra tal projeto com tal título (só lendo o título do projeto e não as consequências)''; nem questiona usando frases como: ''Mas não é esse o cara que...?'', ''Dizem que a Igreja determinou isso por causa daquilo né?''; e após ser indagado mais profundamente, não fica com frases do tipo: ''Não sei, eu vejo falar, tá aí na mídia'', ou ''eu não entendo muito de religião, de política, mas...''.
7 - Você não vota pelo que você vê diante dos seus olhos, mas olha para o todo do país, pois sabe que talvez o imediato diante de ti é uma realidade local. Você não vota pensando em benefício, emprego, vantagem, aumento etc. Você não descarta um candidato mesmo sabendo que ele é melhor que aquele outro que simplesmente finge defender sua categoria específica né!?
8 - Você não se informa apenas na grade mídia, mas também não cai em conto de grupinho de WhatsApp!
9 - Você não afirma algo que alguém nunca disse, como por exemplo: ''Católico faz isso'', sendo que a Igreja nunca disse aquilo. Você nunca diz: ''Quem apoia tal partido é isso ou aquilo'', sendo que aquele lado nada tem a ver com isso e nem defende tal coisa, sendo que por vezes, o lado que chama o outro daquilo, é justamente o lado que tem características similares àquela prática.
10 - Você não usa como argumento o que determinada pessoa em particular faz quando fala de algo que ela faz parte, sendo ela de tal Igreja, de tal espectro político etc, mas você analisa lados políticos e religiões pelo que são, independente de quem já passou ou está presente nesses.
Se você pensa assim, faz essas reflexões e não sai por aí repetindo balelas junto de multidões: Parabéns! Mas se não, é sempre tempo rever seus conceitos e repensar!
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