536 d.C. - No ''pior ano da história'', a Igreja de Cristo em meio às aparentes trevas, brilhava elegendo um novo papa sob a luz do Espírito Santo
Este texto não visa confirmar a tese apresentada pelo historiador americano Michael McCormick, professor de história da Harvard, que chama o ano de 536 de pior ano da história para se viver. O acadêmico chegou à referida conclusão após estudar e documentar catástrofes devastadoras na Europa, o que pode levar a várias pessoas a já começarem a questionar um possível olhar meramente europeu entre tantos outros questionamentos, portanto, este não é o post ideal para discutir se realmente este foi o pior ano ou não na história, mas sim, analisar sob a ótica daqueles que concordam com o professor, que mesmo no suposto pior recorte histórico da humanidade depois de Cristo, a Igreja estava lá, sem se deixar abalar, elegendo um novo papa.
Segundo os estudos de McCormick, que podemos encontrar com mais detalhes em sites como da BBC e do G1, entre outros; uma erupção vulcânica na Islândia gerou uma nuvem de cinzas vulcânicas que cobriu grande parte do Hemisfério Norte, não atingindo somente a Europa, mas também partes da América do Norte, Norte da África, partes da Ásia e ilhas mais ao norte da Oceania. O referido fenômeno causou uma redução nas temperaturas, prejudicou colheitas, contribuiu para o alastramento de doenças, e com o céu coberto por aquela névoa, o brilho do sol chegava com muita dificuldade, gerando um clima um tanto sombrio.
(https://www.bbc.com/portuguese/geral-46302790 - Último acesso: 16 de maio de 2026)
(https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2018/11/22/a-nevoa-misteriosa-que-tornou-536-o-pior-ano-da-historia-para-se-estar-na-terra.ghtml - Último acesso: 16 de maio de 2026)
Quando li a respeito do referido episódio, a primeira coisa que pensei foi: E a Igreja? E a santa missa? Como os fiéis e o clero viveram esse período? E diante da dúvida, pensei em pesquisar qual era o papa naquele ano, para pesquisar decisões tomadas em seu pontificado, tal qual pronunciamentos, documentos ou algo do tipo diante da situação, foi aí que me surpreendi: Foi um ano de eleição papal em pleno momento de um suposto caos em nosso globo.
Todos da nossa geração, que vivemos o triste período da pandemia do Covid-19, nos recordamos daquele dia chuvoso que o papa Francisco sozinho na praça São Pedro, abençoou o mundo com a bênção ''Urbi et Orbi'', em latim = Para a cidade - Urbi - (Roma) e - et - para o Mundo - Orbi; mostrando que mesmo diante dos males físicos, a fé sobrevive, ainda que o mundo possa ceifar nosso corpo, Deus é o pastor das almas.
E agora, olhando para um passado mais distante, estamos falando do século VI do Cristianismo, vemos que mesmo diante de um ano com cara de trevas, a luz do Espírito Santo transpassava aquelas nuvens tenebrosas e chegava numa Europa fria e fadada ao caos endêmico. Mesmo em meio ao medo, à fome e às incertezas da época, o Espírito santificador veio aquecer os corações dos fiéis que precisam ser guiados pelo sucessor de São Pedro, o papa, aquele que representa um desejo de unidade do próprio Cristo quando institui a Igreja e a confia sobre a liderança papal:
''18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.'' (Mt 16,18-19)
As promessas de Cristo são eternas e nada de mal prevalecerá diante de sua Igreja. Naquele ano catastrófico, o papa e hoje santo, Santo Agapito I, tinha sua páscoa, enquanto que a Igreja se reunia para eleger um sucessor para Cátedra de Pedro. Embora em 536 ainda não existisse o termo ''conclave'', com a tradição da chaminé como temos hoje, mas assim como nos Atos dos Apóstolos (At 1,15-26), onde o Espírito Santo iluminou aqueles primeiros homens na eleição que elegeu São Matias para recompor o grupo dos 12 no lugar de Judas Iscariotes; o mesmo Espírito iluminou aqueles que elegeram o papa e também hoje santo, São Silvério, para conduzir a Igreja de Nosso Senhor.
Diante disso, nem precisei pesquisar o que ambos fizeram diante da referida situação, o que era minha ideia de pesquisa inicial. Só de ver a promessa se cumprindo e a Igreja não parando diante da calamidade, mas continuando firmemente, mantendo a unidade diante daquela realidade, já foi o suficiente para saber, que tudo continuou como sempre continuará, e nada, de fato nada, poderá à Igreja de Cristo abalar.
Ao longo da história, reinos, impérios, grupos, ideologias, entre tantos poderosos, pensamentos - surgiram, tiveram seus auges e logo após, vinha um declínio, enquanto que a Igreja de Cristo sempre permaneceu, pois não é uma mera instituição humana como muitos tentaram e ainda tentam rotular, mas é o próprio Céu aqui na Terra, porém, por estar formada por homens e onde há pessoas há pecado, como foi o caso de Judas Iscariotes no início da Igreja, muitos tentam associá-los à imagem da Igreja, mas mesmo diante de inúmeros Judas ao longo da história, ela não caiu, porque ela não se traduz pelos erros dos homens, mas pela sua essência divina. Pessoas passam, erros cometem, mas os sacramentos, a divindade e a centralidade da fé, tudo isso permanece e não é nenhuma névoa, nem de fora e nem de dentro que a obscurece.
Em meio à escuridão, brilha sempre a Igreja daquEle que disse: ''Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.'' (Jo 8,12).
Quer aprender mais para catequizar?
Quer aprofundar seu entendimento na fé e na prática catequética?
Há pessoas em sua comunidade dispostas a ensinar, mas que ainda precisam de formação?
👉 Acesse a postagem sobre o livro “Catequize-se para catequizar”, um verdadeiro manual de catequese.
👉 Na aba “Meus livros” do blog, você também pode conhecer outras obras publicadas.


Comentários
Postar um comentário