Quando alguém sente a necessidade de desqualificar o oponente ao invés de contestar o argumento, já perdeu!

(Imagem gerada pelo ChatGPT)


Texto de Raí José Maciel da Silva,
professor, escritor e editor, formado em Geografia-Licenciatura, Letras-Inglês
e pós-graduado em Teologia.


     Com o advento dos podcasts, os debates que antes eram mais raros, acontecendo apenas em alguns programas de televisão e de rádio, e muitas vezes apenas em tempos eleitorais com temas políticos, agora ocorrem o tempo todo na internet, e os temas são diversos, entre eles, temas religiosos.

    Algo curioso dos debates é que quando alguém cansa de perder na argumentação sobre um tema, como por exemplo, quando alguém não consegue sustentar uma crítica contra a Igreja Católica, então começa a tentar encontrar algo para desqualificar o debatedor católico ou católicos de modo geral. Argumentos como: ''Mas você...'', ''Mas eu já vi católico que...'', ''Mas já existiram papas, padres, bispos que...''. O mesmo acontece no âmbito político. Quando um candidato que defende pautas governamentais totalmente contrárias a princípios cristãos vai para um debate com algum candidato que zela contra essas pautas, o argumento muitas vezes se volta contra a vida pessoal do candidato que defende as pautas cristãs como se a vida privada do presidente, governador, prefeito etc, se tornasse plano de governo para a população, enquanto que o outro até pode ter uma vida privada de certa forma mais correta no que tange por exemplo ser casado na Igreja, frequentar a Igreja etc, mas no que tange ao que chega à população como ações do governo, o cristianismo passou longe daqueles ideais.

    O mesmo ocorre nos debates diários, como de pessoas que dizem que saíram da Igreja por causa de atitude X ou Y de alguém, como se isso fosse algo que mudasse a doutrina da Igreja como um todo, e por fim, entra em outra onde há pessoas que erram também, porém, a doutrina foge daquilo que foi transmitido por Cristo aos apóstolos; da mesma forma que quando o assunto é política, muitos se preocupam mais com o status civil do candidato que com os projetos que ele apresenta para serem levados à sala de aula de nossas crianças.

    Mesmo que o pior criminoso da história da humanidade dissesse que é necessário respirar, beber água e se alimentar para sobreviver, não é por seu histórico que essa verdade por ele defendida se torna uma mentira. Aprendamos mais a analisar argumentos que pessoas, não votamos em candidatos, mas em projetos, a figura do presidente, do governador, do prefeito, deputados, senadores e vereadores, não é pessoal mas pública, tal qual não é pelo que um cristão faz que a Igreja inteira irá apoiar. Judas Iscariotes era um dos 12 apóstolos de Jesus e mesmo tão próximo, o traiu; mas não foi pela traição de Judas que a Igreja caiu por terra e perdeu o valor, pelo contrário, continuou existindo cada vez mais forte e segue até os tempos atuais porque é de Deus e não dos homens. Há argumentos políticos de cunho cristão, como ser contra ao aborto, contra a ideologia de gênero, contra a legalização do uso recreativo de substâncias alucinógenas, contra eutanásia etc, assim como antes que alguém questione, a Igreja aceita dentro do que é realmente justo, na defesa pessoal e da família, dentro da proporcionalidade, a legítima defesa. Justamente por serem argumentos em conformidade com a Igreja que Cristo fundou, que eles não perdem força independente do debatedor. Como é constantemente dito: ''Contra fatos, não há argumentos.''



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