Você já ouviu falar na história da ''Santa Desconhecida'' - Sejamos cristãos mesmo no anonimato
No Livro ''Corpos Incorruptos: Informações e Comentários de Padre Oscar G. Quevedo S.J'', encontrei uma história um tanto curiosa, da informalmente chamada ''Santa Desconhecida'', você já havia ouvido falar nela?
De acordo com os estudos do referido padre jesuíta: Em 1642, ao ser remodelado o pavimento da Igreja Matriz da cidade francesa de Carpentras: A Catedral São Siffrein de Carpentras, dedicada ao bispo e santo francês, encontraram um túmulo com um corpo íntegro, porém, cartonado, que como o próprio padre Quevedo explica no referido livro, trata-se da marca que comprova que um dia o corpo esteve completamente incorrupto milagrosamente, sendo assim, o milagre de fato existiu. Entenda o cartonamento:
''Cartonado, qualificativo que se aplica a um cadáver ou parte de um cadáver que sem gênero de dúvidas esteve incorrupto e ainda se conserva nas formas que tinha em vida, mas já com seca contextura como se estivesse feito de papelão (= ''cartón'', em espanhol), escurecido, a pele endurecida.'' (QUEVEDO, 2012?)
Quando encontraram o corpo daquela mulher desconhecida, pediram que um grande especialista, o Dr. Raynaud, se encarregasse das averiguações necessárias. Após longas pesquisas sobre a qualidade do terreno ou qualquer outra causa natural, sobre a indiscutível ausência de embalsamento ou qualquer outra técnica artificial, o especialista constatou que o milagre necessariamente ocorreu, porém, algumas perguntas ficaram no ar: Quem seria aquela pessoa e por que Deus realizaria um milagre em prol de uma pessoa desconhecida?
O Dr. Raymanud inclusive publicou um livro a respeito do caso e disse que o corpo deveria ser guardado com cuidado para que no futuro talvez, pudesse ser descoberta sua identidade, assim como o que teria levado a ocorrer o milagre.
Sabemos que Deus só realiza verdadeiros milagres em ambiente exclusivamente católico; em outros ambientes, podem haver divinas providências, que é quando Deus age em favor de quem o busca em qualquer religião, porém, não é algo sobrenatural, é algo possível, mas que Deus intervém em favor de alguém: Sabe aquela cura cuja chance é de uma em 1 bilhão e mesmo assim a pessoa fica curada? É divina providência! Não é milagre? Não! Pois pelo menos uma pequena chance natural existia por mais difícil que fosse, e Deus pode sim ter propiciado que ela acontecesse, mas fenômenos completamente inexplicáveis como dos corpos incorruptos sem absolutamente nenhuma explicação natural, sem o uso de nenhuma técnica; milagre como o manto de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, onde a pintura que não é de origem vegetal, animal, mineral nem sintética, segue intacta desde 1531 resistindo até a uma bomba e ácido derretido; milagres eucarísticos como o de Lanciano, na Itália, onde a hóstia se tornou um pedaço de carne viva e que está viva até hoje com plaquetas e glóbulos funcionando, e o vinho se tornou sangue vivo, que segue vivo até hoje, coagulado em 5 bolas, onde uma pesa igual a 4 e 2 pesam igual a 3 e tantos outros milagres que são completamente impossíveis de ocorrerem de maneira natural, a ciência somente encontrou e registrou na Igreja Católica.
Mais um argumento em favor do milagre estudado pelo Dr. Raynaud, é o fato de que se o túmulo estava no pavimento da Catedral de Carpentras, significa que trata-se de uma pessoa católica e sempre Deus realiza milagres na Igreja Católica para confirmar a fé. O milagre não existe para resolver nossos problemas como no caso das divinas providências, que podemos ter, assim como nossos irmãos de outras fés, mas sim, o milagre vem para confirmar a Igreja revelada, a fé verdadeira, portanto, mesmo neste caso, onde não se sabe ao certo o porquê do milagre ter ocorrido lá atrás, mas com certeza foi para confirmar a fé. Note que até quando a ciência estuda um milagre que não se sabe o motivo, sabemos concretamente que foi em ambiente católico e a presença do corpo incorrupto sepultado no pavimento de uma catedral, indica que foi alguém que deu testemunho de nossa fé. Ao invés do caso ser uma quebra na regra, pelo contrário, confirmou ainda mais a regra.
E quanto à referida mulher? Como acabamos de ver, o milagre não vem para resolver o problema de ninguém, pode até ser que resolva, mas o objetivo principal é confirmar a fé. O fato de nossa irmã ser ou não canonizada um dia, não atrapalha em nada sua chegada à Glória Eterna. Sabemos que nem todos que vão para o Céu são canonizados, tantos de nossos parentes e amigos, mesmo sem nenhum milagre em vida e após a morte, gozam eternamente das alegrias celestes. Quando um santo é canonizado, isso não muda nada para ele, o que muda é para nós que teremos mais um exemplo a ser seguido.
O que podemos aprender com a nossa querida irmã desconhecida? Que não devemos nos preocupar em sermos reconhecidos pela vida de santidade que levamos, devemos fazer o que Cristo nos ensinou, mesmo que nossos atos fiquem a vida inteira no anonimato. Mesmo que nunca sejamos canonizados, esse não deve ser nosso objetivo, mas uma possível consequência. Se Deus agir realizando um milagre em vida ou após nossa morte e isso gere na Igreja um processo de beatificação e canonização, isso será para a maior graça de Deus, porém, se isso nunca acontecer, não devemos nos entristecer pensando que seremos esquecidos na Terra, pois o importante é ganhar o Céu, esse deve ser nosso desejo, querer sermos santos, querer ganhar o Céu. Ser beatificado ou canonizado, isso cabe somente a Deus e à Santa Mãe Igreja. Mesmo que nunca tenhamos um dia para ser nossa memória litúrgica, o importante é alcançarmos a Glória Eterna.
Quando a Igreja celebra em 1º de novembro ou no domingo seguinte, a Solenidade de Todos os Santos, celebramos aqui na Terra as virtudes de Cristo presentes na vida de todos aqueles conhecidos ou desconhecidos, canonizados ou não-canonizados, que nos precederam na fé e são exemplo de seguimento a Cristo.
Talvez nossa irmã, informalmente chamada ''Santa Desconhecida'', nunca seja formalmente canonizada, mas isso não impede que aprendamos a fazer nossa parte como ela fez:
Será que ela se destacou pela catequese que deu seja com testemunho de vida e ensinamentos? Será que foi por obras de caridade? Será que deu a vida por Cristo e pela Igreja? Não importa o ''será'', mas sim, que independente dos dons que o Espírito Santo nos inspira, façamos bem feito que Deus espera de nós, o que é nossa habilidade, o que está ao alcance de nossas mãos, independentemente se um dia seremos reconhecidos ou não.
Rezemos juntos:
Oremos: Ó Deus que suscitastes no coração de tantos santos e santas que nos precederam na fé, o ardor pelo seguimento fiel à Santa Mãe Igreja e sob a luz do Espírito Santo, foram verdadeiros sinais que apontaram para o Caminho a Verdade e a Vida, Nosso Senhor Jesus Cristo, seja por palavras e obras; fazei que também nós possamos nos deixar guiarmos pelo mesmo espírito missionário, para que conhecidos ou não, cumpramos como esperas de nós, nossa missão, por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos, amém!
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