Não diga que Cristo não fundou uma Igreja nem que a Igreja de Cristo é o que você acredita ser


Texto de Raí José Maciel da Silva,
professor, escritor e editor formado em Geografia-Licenciatura, Letras-Inglês
e pós-graduado em Teologia.

    Meu irmão, você tem no máximo cento e poucos anos, que é o máximo que alguém consegue viver na atualidade. A Igreja de Cristo sempre existiu na esfera celeste e temporalmente foi fundada na plenitude dos tempos, tendo aqui neste mundo mais de 2000 anos.

    O que vale não é o que você acha mas o que os cristãos dos primeiros séculos viviam. Todos eles sabiam que precisavam prestar obediência ao bispo e viviam em comunhão com o bispo de Roma, que hoje chamamos de papa, o sucessor de São Pedro. Os cristãos dos primeiros séculos tinham imagens já sabendo claramente que a prática não tinha nada a ver com adoração de ídolos pagãos condenada nas Sagradas Escrituras; inclusive, foram os padres dos primeiros séculos que no século IV, com base na tradição, compilaram o cânone bíblico, aprovando o que entrava e o que não entrava na Bíblia: Muitos queriam incluir livros apócrifos como evangelhos não autênticos como de Nicodemos, e outros queriam tirar livros canônicos, como fez a Reforma Protestante ao tirar os 7 livros deuterocanônicos do Antigo Testamento, chamando-os de apócrifos. Os cristãos dos primeiros séculos sabiam que o batismo de Jesus, que Ele instituiu em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não é o mesmo batismo de João Batista, que era um batismo de conversão, preparando os caminhos para o Senhor, por isso eles batizavam as crianças, sendo que é o sinal do cristão, tal qual a circuncisão era o sinal do judeu. Os primeiros cristãos já rezavam sobre os túmulos dos mártires, já tinham orações dedicadas à intercessão da bem-aventurada virgem Maria, sabendo que nada disso era idolatria.

    Muitos hoje acham que qualquer um pode pegar as escrituras que a Igreja tão bem conservou e cuidou de analisar a canonicidade, guardando também a tradição recebida dos apóstolos, que por sua vez, receberam-na do próprio Cristo, para ser a base para a interpretação dos textos sagrados.

    Santo Inácio de Antioquia já adjetivou a Igreja de Cristo de Católica no ano 107, pois essa palavra significa universal, e ele estava falando da necessidade da unidade em torno da eucaristia, da obediência ao bispo, que a Igreja que é a mesma no mundo todo e para todos os povos, precisa ter. Católica não é denominação, não é placa, não é CNPJ, é um adjetivo dado à Igreja de Cristo, que sim, está presente em todos nós, como membros, mas precisamos da cabeça que é Ele, o Pastor que nos conduz, e seu corpo místico no meio de nós, é a Igreja que Ele nos deixou e a seu vigário confiou os cuidados, que primeiramente foi Pedro e agora é seu sucessor, o papa.

    Enquanto uns falam que Constantino que fundou, sendo que ele apenas deu liberdade aos cristãos já quando estávamos no 33º papa, São Silvestre I; outros batem cabeça achando que a Igreja se perverteu, e se consideram os realmente inspirados pelo divino Espírito Santo, capazes de pegar a Bíblia e discutir com a Igreja.

    A Igreja de Cristo perpassa os séculos, continua sendo a única com uma unidade jamais quebrada, referência no que tange à unidade dos cristãos, com milagres estudados e comprovados pela ciência, que basta você ler como os primeiros cristãos viviam a fé, que encontrará toda a similaridade com a Igreja Católica e tantas divergências no que tange a outras Igrejas: Não há outra Igreja alicerçada sobre o local do martírio de São Pedro, a pedra. Podemos até ter algumas comunidades fundadas por ele em locais onde ele passou, mas onde ele morreu dando o seu sangue por amor a Nosso Senhor, só a Igreja de Roma:

''18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.'' (Mt 16,18-19)



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